Capítulo 7
Allana
Acordo com o toque de mensagem do whattsap, pego o celular na cabeceira e para minha maior surpresa... Ele! Meu Deus! Ele deixou uma mensagem ainda na madrugada. Paro um pouco com meu coração na garganta... quando abro a mensagem, esta lá : - Oi "amiga" , lembra de mim? hahaha
- Ontem tive uma das tardes mais agradáveis em anos. Podemos nos ver novamente?
Bjs.
Abraço o celular com uma alegria que não me cabe. Fecho os olhos e lembro do seu olhar e sorriso. Parece um sonho... Resolvo responder:
- Oi amigo, quase esqueci de você, afinal faz tanto tempo que nos vimos... kkk
-Também gostei da tarde de ontem, você é bem divertido. Terei um simulado esta semana e preciso me dedicar. Você não tem nenhum show para fazer? Vá trabalhar, pois eu irei estudar, kkk.
Tento não mostrar interesse, preciso conhecê - lo melhor, afinal estamos falando de um conhecido, assediado e gato cantor com fama de pegador. Ele mexe muito comigo... Não posso me deixar deslumbrar... Meu Deus, o que faço? É possível viver um amor assim?
Vai com calma, Allana! Digo a.mim mesma.
Levanto e me preparo para ir ao cursinho...
Hoje no café da manhã meu pai me perguntou se eu estava namorando e eu respondi que não. Ele iniciou um sermão sobre a vida de cantores famosos e eu escutei paciente. Repeti que não estava namorando e que apenas conheci o Cristiano Araujo, que estamos nos conhecendo e que achava que ele não me namoraria, mas deixei claro que o que quer que aconteça, eu contarei. Dei um beijo no meu pai e na mãe e saí para a aula. Encontrei a Lu no cursinho e ela logo me convidou para comemorar o aniversário de um primo seu na quarta a noite numa churrascaria e eu topei. Contei a ela o que havia acontecido entre eu e o Cris e ela não pareceu tão surpresa, mas demonstrou alegria. Seguimos para a aula e minha rotina semanal seguiu: Cursinho-casa-estudar-dormir-cursinho... Depois da mensagem do Cris, não nos falamos mais e isso me perturbou. Sei que seu trabalho não lhe confere muito tempo e que ele viaja muito... Ele deve estar ocupado. .. ou será que perdeu o interesse? Sinto uma certa angústia, cheguei a acreditar que poderíamos namorar... Esse pensamento me deixa triste, mas pelo menos eu não fui iludida... ou fui?... nossa! isso doeu um pouquinho. Bom, Allana, seu pai estava certo, siga sua vida! Eu e eu dialogamos...
Na quarta a noite a Lu me pega em casa e seguimos para um restaurante e chegando lá vamos direto para uma mesa bem ampla que estava reservada para o seu primo aniversariante. Alguns amigos já havia chegado, cumprimentamos a todos e sentamos. Pedi um coquetel sem álcool e ficamos conversando enquanto mais convidados iam chegando. Uma hora mais tarde quando pensei que todos tinham chegando, me deparo com o Cristiano entrando na churrascaria e seguindo em nossa direção, meu coração dispara! O primo da Lu logo se levanta e o cumprimenta dizendo que "chegou quem faltava"! Ele me encara e dá aquele sorriso. Fico tão nervosa que me falta ar... Ele cumprimenta cada um da mesa e por último.
"Oi amiga"... eu não sei o que fazer, se levanto ou permaneço sentada. Decido levantar e ele segura meu rosto delicadamente com a duas mãos, me encara e beija em cada lado bem lentamente e o tempo para...
Ele sorrir novamente, sem largar meu rosto e pergunta:
- Tudo bem, Allana?
Ele me encara e por um segundo acredito que vai me beijar, minhas pernas tremem e minha respiração para.
- Tudo bem, Cristiano Araújo. Respondo num esforço enorme para não demonstrar o quão nervosa estou. Sinto o cheiro de seu perfume misturado a um suave fragância de loção de barbear. Percebo que todos na mesa estão nos olhando. Ele solta meu rosto e senta do meu lado. Eu quase caio na cadeira. A Lu percebe meu nervosismo e fala que agora podemos cantar os parabéns. Alguém se levanta e pede para todos olharem na direção do celular para fazer uma selfie e sinto uma mão em meu ombro e sem que ninguém perceba ele cheira suavemente meus cabelos.
- Linda demais! Ele sussurra.
Todos sorrimos e paramos para a selfie. Acredito que a Lu sabia que ele viria e não me disse nada. Ele pede uma dose de whisky e pergunta o que eu estou bebendo.
Viro em sua direção e ele se mantém com o braço em minhas costas, apoiado na cadeira e levemente inclinado em minha direção, deixando seu rosto bem próximo ao meu. Ele fala comigo encarando meu lábios, parece absorver cada palavra que digo.
- Você esteve ocupado esses dias? Pergunto tentando parecer segura.
- Sim. Ele fala com um sorrisinho malicioso. - Hoje meu pai e eu falamos sobre você... Falo e ele parece surpreso.
- O que falaram sobre mim? Espero que ele goste de sertanejo! Ele é engraçado. Sorrimos.
- De música sertaneja ele gosta, mas dos sertanejos não tenho tanta certeza. Ele enruga a testa.
- Não entendi. Ele responde.
- Foi um daqueles diálogos de pai preocupado com as "más" companhias da filhinha. Ele fica sério.
- Seu pai acha que eu seria uma má companhia?
- Não é bem assim. Ele me questionou quanto a nossa amizade. Meu pai é bastante conservador e imagina que vocês, cantores famoso, levam uma vida sem regras, digamos assim...
- Mas ele não me conhece. Ele continua sério, parece não estar gostando do que falei.
- Nem eu o conheço direito! Eu respondo. Ele se afasta um pouco e fica alguns segundos pensativo...
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