segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 12



Capítulo 12

Allana

Eu me aproximo da cama do Cris e ele pede um beijinho. Eu me curvo e beijo seus lábios que estão quentes da febre. Pergunto se ele está precisando de algo, se quer comer alguma coisa e ele apenas acena com a cabeça que não. Falo para ele dormir um pouco que eu ficarei lendo um livro e não sairei de perto dele e ele sorrir de olhos fechados e relaxa. Acho que o remédio está fazendo efeito deixando-o meio sonolento, o Dr. César falou que isso aconteceria. Pego um livro que minha mãe trouxe e sento numa poltrona bem confortável e fico lendo. Acabo cochilando um pouco e acordo com o Cris me chamando com dificuldade. Pulo da cadeira e vejo que ele está tendo calafrios e o abraço para tentar aquecê-lo e fazer parar os tremores. 

- Eu estou com muito frio. Ele fala e sua voz sai trêmula. Percebo que ele está muito quente. Aperto o botão para chamar a enfermeira. Ele pede para que eu não saia de perto dele. Eu o abraço forte. A enfermeira chega e eu falo que ele está com muita febre e ele a sai para chamar o médico. Dessa vez quem chega é uma médica plantonista que o examina e prescreve um remédio para a enfermeira administrar. Quando a médica está saindo, ele a chama e pergunta. 

- Doutora, a minha namorada pode deitar um pouquinho do meu lado só para me esquentar? A médica sorrir e fala que depois que a enfermeira o medicar, ela permite sim. Fico sem graça, mas adorei. Ele sorrir e agradece. A enfermeira chega e coloca o remédio no soro e sai. Ele olha para mim e me chama. 

- Venha minha flor, deite aqui do meu lado. Eu pego o meu cobertor, deito bem lentamente ao seu lado e o abraço. Ele suspira e dorme...

Quando acordo percebo que o Cris não está na cama. Levanto assustada e o vejo sentado e me olhando. Ele sorrir. Parece melhor. -O que você está fazendo aí, deveria estar deitado.
- Eu acordei com vontade fazer xixi e fui ao banheiro. Você estava tão linda dormindo que não tive coragem de acordá - la. Estou me sentindo melhor. Quando acordei quase não acreditei quando a vi do meu lado, cheguei a pensar que estava no céu na companhia do mais lindo anjo. Você não sabe o quanto estou feliz por você ter ficado para cuidar de mim.
- Eu não ia conseguir ficar em casa sabendo que você estava doente. Eu me aproximo e lhe dou um beijo de bom dia. Encosto a mão na sua testa e percebo que não está febril. 
- Já tomou café? Pergunto. Ele fala que ainda não e que estava me aguardando para comermos juntos. O café está na mesa, ele disse que havia acabado de chegar. Vou ao banheiro e depois volto e sentamos para comer algo. Ele fala que não está com fome, mas eu insisto e lhe passo um copo de suco e uma torrada com queijo.
- Coma! Eu ordeno. Ele sorrir e come. Quando terminamos o médico entra, nos dá bom dia e pergunta como está o paciente. O Cris fala que está bem melhor e o Dr. César fala que lhe dará alta para ele se recuperar em casa em repouso absoluto por pelo menos quatro dias. Ele agradece e se vira para mim.
- Você vai continuar cuidando de mim?

Saímos do hospital e vamos direto para sua casa, o seu motorista veio nos pegar. O Seu João o aguardava em sua casa com a Cristina e o Vitinho. O Cris ainda com bastante dores pelo corpo pede para ir direto para o quarto e pede que eu fique com ele. Eu ligo para minha mãe e aviso que estou na casa do Cris e que mais tarde o motorista me levará.
- Allana. O Cris me chama estendendo a mão. Ele anda devagar e me conduz para o quarto se despedindo de todos dizendo que vai dormir. Fico um pouco nervosa. Ele age com muita naturalidade e eu ainda preciso me acostumar com isso. Jamais fiquei só num quarto de um namorado, embora eu saiba que a única coisa que ele quer mesmo é descansar. Quando chegamos ele pede que eu fique a vontade pois ele vai tomar um banho quente. Ele é rápido e sai do banheiro com um moleton e uma camiseta, os cabelos ainda molhados e com frio. Eu corro e pego uma toalha e reclamo por não ter enxugado direito. Peço que ele fique sentado na cama e passo a toalha em seu cabelos para secá-los. Sinto um impulso de cheirar o seu pescoço. Ele está exalando um cheiro de sabonete e shampoo. Aproximo meio nariz e cheiro seus cabelo e ele se vira.
- Allana... não me provoque. Estou doente, mas não seria sacrifício algum tornar você minha por completo. Eu me afasto sorrindo e ele deita. Pego o cobertor e lhe cubro ordenando que fique quieto para se recuperar. Ele faz uma carinha de dengoso e me pede para ficar de conchinha com ele. Ele deita de lado e eu o abraço por trás e fico alisando seus cabelos e ele se arrepia todo. Ele dorme fácil. Desço para beber água e vejo que estamos sós, todos saíram. Um frio percorre minha barriga. Subo para o quarto e percebo que o Cris está tendo calafrios novamente, mesmo tendo tomado o remédio. Eu pego mais dois cobertores e o cubro. Fico aflita e falo que ligarei para o médico. O Dr. César logo atende, conto da febre alta e ele manda dar outra dose do remédio e um banho quase frio para baixar a temperatura do corpo e se isso não o fizer melhorar, ele deve voltar ao hospital. Eu conto ao Cris e ele fala que não quer voltar e me pediu que o ajude a tomar o banho. Meu Deus, como farei isso?!

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