domingo, 28 de fevereiro de 2016

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 8

Capítulo 8

Allana

O Cristiano ficou pensativo depois que falei do meu pai. Cantamos Parabéns e algumas pessoas puxam conversa com ele. Vez ou outra ele olha em minha direção e continua conversando. Minha mãe liga e pergunta que horas chegarei e respondo que não vou demorar. Um amigo do primo da Lu que está sentado na minha frente passa a me encarar e fico um pouco incomodada, ele bebeu um pouco e está alterado. Ele levanta e propõe um brinde ao aniversariante, ao "ilustre cantor" e a "essa morena linda sentada na minha frente" olhando em minha direção. De repente ele sai da mesa e vem para perto de mim meio cambaleante e parece vir me abraçar, mas o Cristiano levanta rapidamente e se põe entre eu ele, numa postura de defesa e o empurra. 
- O que você quer aqui, cara? Ele pergunta.
 - Volte para seu lugar. Ele ordena. O rapaz pede calma e volta para seu canto. O clima fica meio constrangedor e eu peço para ir embora. Olho para ele e agradeço. Ele está sério, mas me olha e seu olhar abranda. Sinto - me confusa. O que foi tudo isso? Pergunto a mim mesma. Ele pergunta se pode me deixar em casa e eu recuso, meu pai não gostaria. A Lu liga para seu pai que logo chega. Levanto da mesa e o Cristiano levanta junto e pega na minha mão. 
- Allana! Ele pensa um pouco, mas solta minha mão e se despede. - Até qualquer dia.
Dou as costas e saio. Sinto vontade de chorar. Ele ficou estranho... me protegeu do bêbado e eu senti que poderia ser ciúmes, mas ele teria feito com qualquer outra. Estou cada vez mais confusa.
Chego em casa e quando deito lágrimas descem dos meus olhos, eu realmente me apaixonei por ele, o que farei? Preciso esquece - lo, jamais daria certo. O sono chega.

Hoje é meu aniversário e três dias se passaram após a fatídica noite que considerei o fim de qualquer esperança em relação ao Cris. Hoje é uma terça feira e como todos os anos, meus pais me preparam um lindo e farto café da manhã e à noite receberei alguns familiares e amigos mais íntimos para comemorar e comer bolo de chocolate que amo. Tomo café e vou ao cursinho. Volto para casa, almoço e vou ajudar a mãe a comprar alguns salgados e docinhos. Passamos no shopping para escolher uma roupa de presente. Minha mãe recebe uma ligação do meu pai e se afasta um pouco de mim, devem estar preparando algo diferente. Ela parece tensa, pergunto se aconteceu algo e ela desconversa, mas dá um sorrisinho. Seguimos para casa e acabamos os últimos preparativos e sigo para me arrumar. Minha mãe sugere que eu vista o vestido novo que compramos e eu concordo. Algumas primas chegam. Meu pai está atrasado. Ele costuma chegar às 19h e já são 20h. Algumas amigas chegaram, inclusive a Lu. A campainha toca e sei que é meu pai, ele dá três toques, é uma espécie de código. Eu mesma vou abrir a porta e para minha surpresa, meu pai esta acompanhado do Cristiano... Meu coração dispara e eu quase desmaio incrédula! Meu pai está com um sorriso de canto a canto e diz: " Surpresa! Ele insistiu muito e eu o trouxe. Eu não entendo nada! O Cristiano sorrir sem parar! Eu fico com aquela cara de quem, desesperadamente, precisa de uma explicação. O pai percebe e diz que ele passou a tarde o importunando e tentando convecê - lo a deixá - lo namorar você e para eu me ver livre dele, permiti que ele viesse perguntar a você pessoalmente. Eles caem na gargalhada. Eu o convido para entrar, minha mãe vem toda feliz e percebo que ela sabia de tudo. Todos ficam eufóricos. Eu não sei o que fazer. Minha mãe o serve refrigerante e sugere que cantemos Parabéns. Partimos e servimos o bolo. Eu perdi a fome, a sede, minhas pernas tremem, meu coração está cada vez mais acelerado. 

Ele se aproxima de mim e fala em meu ouvido: Podemos descer um pouco até a piscina para conversamos? Respondo que sim e olho na direção da minha mãe que já me entende e consente.

Seguimos para o elevador e quando entramos e a porta fecha ele se aproxima bem lentamente, pega meu rosto com a duas mãos, me encosta na parede do elevador, olha nos meus olhos, olha para minha boca e fala: 
- Eu não aguentava mais esperar por isso... e me beija lentamente como se saboreasse cada centímetro da minha boca. Ele tem um hálito de menta. Seu cheiro é inebriante. Seu perfume me deixa zonza. Eu respondo a seu beijo que fica mais ardente e ele encosta todo o seu corpo no meu, sinto sua ereção e me assusto um pouco. Ele percebeu e se afasta. Nossa respiração está ofegante. Ele para, me olha nos olhos e pergunta: - Quer ser minha namorada? O elevador parece se tornar o céu. Preciso que me belisque para acreditar que não estou sonhando. 
Respondo que sim e nos beijamos. Ele para e me põe nos braços e me gira no ar num acesso de alegria!

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