Capítulo 11
Allana
O Cris liga o som do carro e começa a cantar baixinho a música Efeitos. Ele olha para mim e percebe que eu estou sem graça e fala que nos próximos dias estará muito ocupado com todos os preparativos do próximo DVD chamado In The City. Ele passa a falar todo deslumbrado como será o show, o palco, as músicas, será um mega espetáculo. É lindo ver o quanto ele está feliz e realizado.
Logo depois do lançamento do DVD terá a turnê na Europa e EUA e ele fala que gostaria muito que eu fosse com ele. Bom, isso é com meu pai. - Vou pedir a seu pai para você ir comigo. Parece que leu meus pensamentos. Fico imaginando como seria viajar sozinha com ele e vários pensamentos invadem minha cabeça. Não quero parecer imatura, mas o Cris é dez anos mais velho que eu e tudo o que planeja é de acordo com a vida que leva, com toda a sua independência e esquece que eu tenho um pai a quem ainda devo satisfações. Planejar viagem, inclui autorização paterna. Sinto - me tão criança! Conversarei com minha mãe. Chegamos na minha casa e ele desce para abrir a minha porta e pega na minha mão para me deixar na porta do apartamento.
Chego na porta do apartamento e o Cris me dá um beijo rápido e me olha bem nos olhos por alguns segundos sem dizer nada. Minha mãe abre a porta, ele a cumprimenta e vai embora. Ele parecia querer me dizer algo, mas não disse. Vou para o quarto e mando uma mensagem pelo whattsap, mas ele não visualiza. Vou dormir. No dia seguinte eu acordo cedo e envio um Bom Dia para o Cris. Aguardo um pouco e ele não visualiza, fico preocupada. Vou para aula e mal consigo me concentrar. A manhã passa e ele não deixa mensagem alguma e eu resolvo ligar. O telefone toca até cair na caixa postal, ligo novamente e uma voz de mulher atende... Meu coração dispara... - Oi. Essa telefone é do Cristiano? Pergunto apreensiva.
- É sim! Quem tá falando. A voz feminina pergunta. - É a Allana... - Oi, Allana. É a Cristina, irmã do Cristiano. Ele não está podendo falar agora, estamos no hospital. - O que houve?! Pergunto assustada.
- O Cris não amanheceu muito bem, está com dores no corpo e febre, suspeitamos que seja dengue e ele está aguardando o resultado dos exames.
- Em que hospital vocês estão? Pergunto. Ela responde que estão num hospital particular no centro e eu falo que estou indo para lá. Minha mãe me deixa no hospital, entro e pergunto pelo Cristiano Araújo e a recepcionista fala o número do quarto. Eu quase corro pelo corredor. Chego na porta do apartamento e dou dois toques e abro. Ele parece estar dormindo e sua irmã está sentada ao seu lado. Chego próximo a sua cama e ele abre os olhos com dificuldade e abre um sorriso suave e fala devagar e baixinho.
- Oi, minha flor...
Eu me aproximo e beijo sua testa. Ele está febril. - Oi, tá "dengoso"? Eu pergunto tentando ser engraçada. Mas ele parece cansado. Cumprimento a Cristina que se levanta e me dá um abraço. - Agora ele melhora. Não para de falar em você. Ela fala e eu sorrio sem graça. Ela fala que vai dar uma saída para comer algo e me deixa só com ele. Eu me aproximo dele e coloco a mão em seu pescoço e e percebo que ele realmente está com febre. Ele sorrir. - Estou com frio. Ele fala e eu o cubro com o lençol e lhe abraço...
O Cris tenta me abraçar, mas treme um pouco de frio e se encolhe. Eu tento aquecê-lo mais um pouco cobrindo até o seu pescoço com o lençol. Ouço batidas na porta que abre e um médico com uma enfermeira que entra carregando uma bandeja com medicamentos. - Oi Dr. César. O Cris comprimento. - Oi, Cristiano, como está se sentindo? Ele pergunta gentilmente. - Estou com frio e muitas dores pelo corpo. Ele fala com dificuldade.
- O resultado dos exames saíram e você está com dengue. A enfermeira vai colocar uma medicação no soro e você terá que ficar pelo menos até amanhã. O médico fala e ele faz uma cara de quem não gostou. A Cristina entra e fala que vai ligar para dizer ao seu pai para ele vir dormir com ele esta noite. O médico fica fazendo recomendações e eu saio e ligo para minha mãe. Conto do diagnóstico e peço para ficar com ele no hospital a noite e ela concorda e fala que se acerta com o pai. Peço que ela traga uma roupa confortável e alguns objetos pessoais e entro para dizer a Cristina que o seu João não precisa vir, pois eu ficarei com ele. O Cristiano escuta e sorrir. O médico sai e ele olha para mim e fala:
- Minha flor, vamos dormir juntos? Ele sorrir e faz cara de dor. - Seu pai concordou com isso? - Eu falei que você está imóvel numa cama. Eu falo e e sorrimos juntos. O pai do Cris aparece e somos apresentados. Ele parece tímido e de poucas palavras. É a cara do Cristiano! Fico um pouco sem graça, mas ele é bem gentil. A Cristina vai embora com Seu João e nós ficamos só. Minha mãe trouxe alguns objetos pessoais e uma roupa confortável e foi embora logo. O Cris foi medicado e seu frio diminui.
Enfim sós! Ele fala e me chama...
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