Capítulo 9
Allana
Sentamos no sofá próximo a piscina e sorrimos um para o outro numa demonstração evidente de alegria e um pouco de timidez inerente à esses momentos de início de namoro e pós primeiro beijo. Estou muito curiosa em saber como e porque ele chegou com meu pai e pergunto:
- O que meu pai quis dizer quando falou que o trouxe para você deixa - lo em paz? Ele sorrir aquele sorriso sapeca que só ele tem e responde.
- Você estava difícil demais e com a idéia equivocada de que eu não poderia namorá - la sério, então resolvi ir direto à fonte. Pensei que seu pai fosse mais carrasco, mas na verdade ele é bem legal, me deu um pouquinho de trabalho, mas eu consegui que ele me desse sua "mão" em namoro. - Você foi até meu pai para me pedir em namoro? Pergunto sorrindo.
- Sim! Ele fala sorrindo.
E como você pretende manter um namoro com alguém como eu, estudante comum com uma vida bem pacata?
-Eu pretendo agitar sua vida pacata!
Ele fala e me beija, e beija, e beija... Poderia passar horas assim... Seu cheiro me deixa louca. Ele para, fica sério e fala: - Minha flor... Ele para por alguns segundos me olhando no fundo dos meus olhos. Parece pensar bem no que vai dizer.
- Eu não garanto que vá dar certo, não posso prever o futuro, mas posso garantir que farei o impossível para passar o máximo de tempo que eu tiver ao seu lado. Você tem despertado sentimentos jamais sentidos por mim, tenho a sensação de conhecê-la de outras vidas e de ter encontrado algo que sempre busquei, sem ao menos saber do que se tratava, até o dia que a vi pela primeira vez. Fico emocionada.
Todo a insegurança que eu sentia, passou. Ele está sendo sincero, ele falou olhando em meus olhos, falou com a alma. Ficamos conversando e sorrindo muito, ele é muito divertido e enaltece muito a família, seus olhos brilham quando ele fala de seus filhos, o João e o Bernardo. Digo que preciso voltar a minha festa e ele lembra que terá dois shows no final de semana e pergunta se eu não gostaria de ir a um deles que será no interior próximo e que voltaríamos na mesma noite. Falo que meu pai não deixaria e ele fala que ele mesmo irá pedir e pede! Meu pai não deixa. Eu sabia. Peço calma, meu pai fala que eu tenho um vestibular para estudar e eu, realmente, preciso estudar. Ele faz uma carinha de triste, chega a fazer bico. Acho lindo e engraçado. Todos vão embora aos poucos e ele me pede para deixá - lo na portaria. Quando nos aproximamos do seu carro ele pega minhas duas mãos e, encostado ao carro, me puxa e me abraça forte por alguns segundos. Ele cheira meus cabelos e meu pescoço e me afasta um pouco, me olha, passa a mão bem delicadamente em meu rosto e fala: - Minha namorada... minha flor... Não sei o que se passa em sua mente, mas ele parece refletir algo...
Uma semana se passa e eu só falo com o Cris pelo celular, pois ele está cada vez mais requisitado por programas de TV e o número de show aumentou muito. Ele fala que está morrendo de saudades e que amanhã virá me pegar para jantarmos. Eu fico ansiosa, sinto muita saudades de seus beijos. Falo logo com minha mãe e meu pai que deixa, mas faz aquela cara... No dia seguinte o Cris me envia uma mensagem dizendo que em uma hora estará passando para me pegar. Corro para me arrumar. Coloco um vestido novo e botas, a noite anda um pouco fria. Quando ele chega, me olha dos pés à cabeça e me fala que estou linda, desce do carro, me dá um beijo rapido e fala que não vai tirar o meu baton agora. Pergunto para onde vamos e ele fala que me fará uma surpresa. Chegamos a um condomínio e entramos. Pergunto onde estamos e ele para na frente de uma linda casa de primeiro andar e desce para abrir a minha porta, pega na minha mão e me conduz. Quando entramos, percebo uma linda mesa posta para um jantar a dois. Um frio percorre minha barriga... estamos em sua casa!
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