segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 12



Capítulo 12

Allana

Eu me aproximo da cama do Cris e ele pede um beijinho. Eu me curvo e beijo seus lábios que estão quentes da febre. Pergunto se ele está precisando de algo, se quer comer alguma coisa e ele apenas acena com a cabeça que não. Falo para ele dormir um pouco que eu ficarei lendo um livro e não sairei de perto dele e ele sorrir de olhos fechados e relaxa. Acho que o remédio está fazendo efeito deixando-o meio sonolento, o Dr. César falou que isso aconteceria. Pego um livro que minha mãe trouxe e sento numa poltrona bem confortável e fico lendo. Acabo cochilando um pouco e acordo com o Cris me chamando com dificuldade. Pulo da cadeira e vejo que ele está tendo calafrios e o abraço para tentar aquecê-lo e fazer parar os tremores. 

- Eu estou com muito frio. Ele fala e sua voz sai trêmula. Percebo que ele está muito quente. Aperto o botão para chamar a enfermeira. Ele pede para que eu não saia de perto dele. Eu o abraço forte. A enfermeira chega e eu falo que ele está com muita febre e ele a sai para chamar o médico. Dessa vez quem chega é uma médica plantonista que o examina e prescreve um remédio para a enfermeira administrar. Quando a médica está saindo, ele a chama e pergunta. 

- Doutora, a minha namorada pode deitar um pouquinho do meu lado só para me esquentar? A médica sorrir e fala que depois que a enfermeira o medicar, ela permite sim. Fico sem graça, mas adorei. Ele sorrir e agradece. A enfermeira chega e coloca o remédio no soro e sai. Ele olha para mim e me chama. 

- Venha minha flor, deite aqui do meu lado. Eu pego o meu cobertor, deito bem lentamente ao seu lado e o abraço. Ele suspira e dorme...

Quando acordo percebo que o Cris não está na cama. Levanto assustada e o vejo sentado e me olhando. Ele sorrir. Parece melhor. -O que você está fazendo aí, deveria estar deitado.
- Eu acordei com vontade fazer xixi e fui ao banheiro. Você estava tão linda dormindo que não tive coragem de acordá - la. Estou me sentindo melhor. Quando acordei quase não acreditei quando a vi do meu lado, cheguei a pensar que estava no céu na companhia do mais lindo anjo. Você não sabe o quanto estou feliz por você ter ficado para cuidar de mim.
- Eu não ia conseguir ficar em casa sabendo que você estava doente. Eu me aproximo e lhe dou um beijo de bom dia. Encosto a mão na sua testa e percebo que não está febril. 
- Já tomou café? Pergunto. Ele fala que ainda não e que estava me aguardando para comermos juntos. O café está na mesa, ele disse que havia acabado de chegar. Vou ao banheiro e depois volto e sentamos para comer algo. Ele fala que não está com fome, mas eu insisto e lhe passo um copo de suco e uma torrada com queijo.
- Coma! Eu ordeno. Ele sorrir e come. Quando terminamos o médico entra, nos dá bom dia e pergunta como está o paciente. O Cris fala que está bem melhor e o Dr. César fala que lhe dará alta para ele se recuperar em casa em repouso absoluto por pelo menos quatro dias. Ele agradece e se vira para mim.
- Você vai continuar cuidando de mim?

Saímos do hospital e vamos direto para sua casa, o seu motorista veio nos pegar. O Seu João o aguardava em sua casa com a Cristina e o Vitinho. O Cris ainda com bastante dores pelo corpo pede para ir direto para o quarto e pede que eu fique com ele. Eu ligo para minha mãe e aviso que estou na casa do Cris e que mais tarde o motorista me levará.
- Allana. O Cris me chama estendendo a mão. Ele anda devagar e me conduz para o quarto se despedindo de todos dizendo que vai dormir. Fico um pouco nervosa. Ele age com muita naturalidade e eu ainda preciso me acostumar com isso. Jamais fiquei só num quarto de um namorado, embora eu saiba que a única coisa que ele quer mesmo é descansar. Quando chegamos ele pede que eu fique a vontade pois ele vai tomar um banho quente. Ele é rápido e sai do banheiro com um moleton e uma camiseta, os cabelos ainda molhados e com frio. Eu corro e pego uma toalha e reclamo por não ter enxugado direito. Peço que ele fique sentado na cama e passo a toalha em seu cabelos para secá-los. Sinto um impulso de cheirar o seu pescoço. Ele está exalando um cheiro de sabonete e shampoo. Aproximo meio nariz e cheiro seus cabelo e ele se vira.
- Allana... não me provoque. Estou doente, mas não seria sacrifício algum tornar você minha por completo. Eu me afasto sorrindo e ele deita. Pego o cobertor e lhe cubro ordenando que fique quieto para se recuperar. Ele faz uma carinha de dengoso e me pede para ficar de conchinha com ele. Ele deita de lado e eu o abraço por trás e fico alisando seus cabelos e ele se arrepia todo. Ele dorme fácil. Desço para beber água e vejo que estamos sós, todos saíram. Um frio percorre minha barriga. Subo para o quarto e percebo que o Cris está tendo calafrios novamente, mesmo tendo tomado o remédio. Eu pego mais dois cobertores e o cubro. Fico aflita e falo que ligarei para o médico. O Dr. César logo atende, conto da febre alta e ele manda dar outra dose do remédio e um banho quase frio para baixar a temperatura do corpo e se isso não o fizer melhorar, ele deve voltar ao hospital. Eu conto ao Cris e ele fala que não quer voltar e me pediu que o ajude a tomar o banho. Meu Deus, como farei isso?!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 11

Capítulo 11

Allana

O Cris liga o som do carro e começa a cantar baixinho a música Efeitos. Ele olha para mim e percebe que eu estou sem graça e fala que nos próximos dias estará muito ocupado com todos os preparativos do próximo DVD chamado In The City. Ele passa a falar todo deslumbrado como será o show, o palco, as músicas, será um mega espetáculo. É lindo ver o quanto ele está feliz e realizado. 
Logo depois do lançamento do DVD terá a turnê na Europa e EUA e ele fala que gostaria muito que eu fosse com ele. Bom, isso é com meu pai. - Vou pedir a seu pai para você ir comigo. Parece que leu meus pensamentos. Fico imaginando como seria viajar sozinha com ele e vários pensamentos invadem minha cabeça. Não quero parecer imatura, mas o Cris é dez anos mais velho que eu e tudo o que planeja é de acordo com a vida que leva, com toda a sua independência e esquece que eu tenho um pai a quem ainda devo satisfações. Planejar viagem, inclui autorização paterna. Sinto - me tão criança! Conversarei com minha mãe. Chegamos na minha casa e ele desce para abrir a minha porta e pega na minha mão para me deixar na porta do apartamento.

Chego na porta do apartamento e o Cris me dá um beijo rápido e me olha bem nos olhos por alguns segundos sem dizer nada. Minha mãe abre a porta, ele a cumprimenta e vai embora. Ele parecia querer me dizer algo, mas não disse. Vou para o quarto e mando uma mensagem pelo whattsap, mas ele não visualiza. Vou dormir. No dia seguinte eu acordo cedo e envio um Bom Dia para o Cris. Aguardo um pouco e ele não visualiza, fico preocupada. Vou para aula e mal consigo me concentrar. A manhã passa e ele não deixa mensagem alguma e eu resolvo ligar. O telefone toca até cair na caixa postal, ligo novamente e uma voz de mulher atende... Meu coração dispara... - Oi. Essa telefone é do Cristiano? Pergunto apreensiva.
- É sim! Quem tá falando. A voz feminina pergunta. - É a Allana... - Oi, Allana. É a Cristina, irmã do Cristiano. Ele não está podendo falar agora, estamos no hospital. - O que houve?! Pergunto assustada.
- O Cris não amanheceu muito bem, está com dores no corpo e febre, suspeitamos que seja dengue e ele está aguardando o resultado dos exames.
- Em que hospital vocês estão? Pergunto. Ela responde que estão num hospital particular no centro e eu falo que estou indo para lá. Minha mãe me deixa no hospital, entro e pergunto pelo Cristiano Araújo e a recepcionista fala o número do quarto. Eu quase corro pelo corredor. Chego na porta do apartamento e dou dois toques e abro. Ele parece estar dormindo e sua irmã está sentada ao seu lado. Chego próximo a sua cama e ele abre os olhos com dificuldade e abre um sorriso suave e fala devagar e baixinho.
- Oi, minha flor...
Eu me aproximo e beijo sua testa. Ele está febril. - Oi, tá "dengoso"? Eu pergunto tentando ser engraçada. Mas ele parece cansado. Cumprimento a Cristina que se levanta e me dá um abraço. - Agora ele melhora. Não para de falar em você. Ela fala e eu sorrio sem graça. Ela fala que vai dar uma saída para comer algo e me deixa só com ele. Eu me aproximo dele e coloco a mão em seu pescoço e e percebo que ele realmente está com febre. Ele sorrir. - Estou com frio. Ele fala e eu o cubro com o lençol e lhe abraço...

O Cris tenta me abraçar, mas treme um pouco de frio e se encolhe. Eu tento aquecê-lo mais um pouco cobrindo até o seu pescoço com o lençol. Ouço batidas na porta que abre e um médico com uma enfermeira que entra carregando uma bandeja com medicamentos. - Oi Dr. César. O Cris comprimento. - Oi, Cristiano, como está se sentindo? Ele pergunta gentilmente. - Estou com frio e muitas dores pelo corpo. Ele fala com dificuldade.
- O resultado dos exames saíram e você está com dengue. A enfermeira vai colocar uma medicação no soro e você terá que ficar pelo menos até amanhã. O médico fala e ele faz uma cara de quem não gostou. A Cristina entra e fala que vai ligar para dizer ao seu pai para ele vir dormir com ele esta noite. O médico fica fazendo recomendações e eu saio e ligo para minha mãe. Conto do diagnóstico e peço para ficar com ele no hospital a noite e ela concorda e fala que se acerta com o pai. Peço que ela traga uma roupa confortável e alguns objetos pessoais e entro para dizer a Cristina que o seu João não precisa vir, pois eu ficarei com ele. O Cristiano escuta e sorrir. O médico sai e ele olha para mim e fala:
- Minha flor, vamos dormir juntos? Ele sorrir e faz cara de dor. - Seu pai concordou com isso? - Eu falei que você está imóvel numa cama. Eu falo e e sorrimos juntos. O pai do Cris aparece e somos apresentados. Ele parece tímido e de poucas palavras. É a cara do Cristiano! Fico um pouco sem graça, mas ele é bem gentil. A Cristina vai embora com Seu João e nós ficamos só. Minha mãe trouxe alguns objetos pessoais e uma roupa confortável e foi embora logo. O Cris foi medicado e seu frio diminui. 
Enfim sós! Ele fala e me chama...

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 10

Capítulo 10

Allana

O Cris me abraça pelas costas e mostra a mesa com luz de velas.
 - Olha o que mandei preparar para você! Ele vai na mesa e pega uma rosa vermelha de um lindo arranjo e me entrega: - Para minha flor. E dá aquele sorriso meio tímido. Eu estou sem palavras. Percebo toda a casa decorada com flores, com um suave cheiro de perfume no ar. Também sinto um cheiro maravilhoso de comida. Tem alguém na cozinha. - Aqui é a sua casa? Pergunto um pouco apreensiva.
- Sim. Ele responde com um sorriso malicioso. Eu queria fazer uma surpresa. - Com quem você mora? - Quem está aqui?
Pergunto e ele percebe meu nervosismo e se aproxima, tirando delicadamente uma mecha de cabelo do meu rosto.
- Ei, o que foi, não gostou? - Gostei sim, está tudo lindo, mas eu achei que iríamos a algum restaurante e depois para minha casa. - Eu só achei que aqui ficaríamos mais a vontade. Ele fala.
- A Ciça, minha secretaria do lar, está terminado o jantar especial que pedi para fazer e depois vai para sua a casa e ficaremos só nós dois. - Você mora sozinho??? Pergunto assustada. Não quero acreditar que ele já pretende... Acabamos de começar a namorar!
- Eu não moro sozinho, tenho um amigo e meu empresário, o Vitinho, que mora aqui comigo, mas saiu e vai dormir fora. - Acho que prefiro ir à um restaurante! Digo e dou um passo para trás em direção a porta. -Ei, o que está acontecendo? Ele pergunta segurando meu rosto e olhando em meus olhos. - Fiz algo que não gostou? Preciso que me diga! O que está acontecendo? - Cris, nós começamos a namorar praticamente ontem e não quero pular etapas. Precisamos nos conhecer melhor...
- Xiiiii. Ele coloca o dedo indicador bem delicadamente nos meus lábios me fazendo parar de falar e me beija. 
- Allana, minha flor, do que você tem medo, eu jamais forçarei você a nada. Você pode se abrir comigo? Podemos começar esse relacionamento sendo sinceros um com o outro? Somos adultos. Não a trouxe para minha casa com intensões maliciosas se é isso que a aflige, apenas queria ficar a vontade, sem assédio, sem interferência de ninguém. O que está passando pela sua cabeça? Ele insiste...

Cris... Eu só tive apenas um namorado em minha vida e nunca passamos de beijos e abraços, se é que você me entende. Ele se afasta com os olhos assustados e solta:
- Você é virgem??? Ele quase grita e sorrir sem graça. Sorrimos juntos e baixo minha cabeça. Ele se aproxima, segura meu rosto e fala pausadamente dando beijinhos após cada palavra:
- Minha... Minha Allana... Minha flor... Minha... Ele passa seu dedo delicadamente pela minha sobrancelha, pelo meu nariz, pelos meus lábios como se memorizasse cada traço do meu rosto. Nós não faremos o que você está pensando, embora essa sua revelação tenha mexido com todos os meus hormônios. Você será minha no momento certo. Você me surpreende a cada encontro. Ele me beija intensamente e depois me convida para jantar...

Eu e o Cris jantamos e conversamos muito sobre nossas vidas. Ele fala sobre toda a trajetória de sua carreira, de quando deixou sua mãe e foi morar com seu pai, dos seus irmãos, dos seus filhos, das suas turnês. Falo sobre minha rotina, sobre meus pais, enfim, nos conhecendo melhor... Olho a hora e peço para ir para casa. Por mim passaria toda a noite conversando e namorando... Ele me respeitou todo o tempo e confesso que não me agradou muito o excesso de pudor. .. Seguimos para o carro e antes que eu abra a porta ele me pega, me encosta no carro e encosta todo o seu corpo no meu, sinto todos os seus músculos rígidos e me beija ardentemente. Pela primeira vez senti um desejo forte percorrendo meu corpo. Respondo ao seu beijo e passo os dedos pelos seus cabelos, arranhando o seu couro cabeludo. Sinto sua excitação. Ele para de repente e se afasta ofegante. Ele se curva um pouco com as mãos nos joelhos como se estivesse cansado e tentando se recuperar. Você está me deixando fora de mim. É melhor irmos. Entramos no carro e seguimos para minha casa.

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 9

Capítulo 9

Allana

Sentamos no sofá próximo a piscina e sorrimos um para o outro numa demonstração evidente de alegria e um pouco de timidez inerente à esses momentos de início de namoro e pós primeiro beijo. Estou muito curiosa em saber como e porque ele chegou com meu pai e pergunto:
- O que meu pai quis dizer quando falou que o trouxe para você deixa - lo em paz? Ele sorrir aquele sorriso sapeca que só ele tem e responde.
- Você estava difícil demais e com a idéia equivocada de que eu não poderia namorá - la sério, então resolvi ir direto à fonte. Pensei que seu pai fosse mais carrasco, mas na verdade ele é bem legal, me deu um pouquinho de trabalho, mas eu consegui que ele me desse sua "mão" em namoro. - Você foi até meu pai para me pedir em namoro? Pergunto sorrindo.
- Sim! Ele fala sorrindo.
E como você pretende manter um namoro com alguém como eu, estudante comum com uma vida bem pacata?
-Eu pretendo agitar sua vida pacata!
Ele fala e me beija, e beija, e beija... Poderia passar horas assim... Seu cheiro me deixa louca. Ele para, fica sério e fala: - Minha flor... Ele para por alguns segundos me olhando no fundo dos meus olhos. Parece pensar bem no que vai dizer.
- Eu não garanto que vá dar certo, não posso prever o futuro, mas posso garantir que farei o impossível para passar o máximo de tempo que eu tiver ao seu lado. Você tem despertado sentimentos jamais sentidos por mim, tenho a sensação de conhecê-la de outras vidas e de ter encontrado algo que sempre busquei, sem ao menos saber do que se tratava, até o dia que a vi pela primeira vez. Fico emocionada.

Todo a insegurança que eu sentia, passou. Ele está sendo sincero, ele falou olhando em meus olhos, falou com a alma. Ficamos conversando e sorrindo muito, ele é muito divertido e enaltece muito a família, seus olhos brilham quando ele fala de seus filhos, o João e o Bernardo. Digo que preciso voltar a minha festa e ele lembra que terá dois shows no final de semana e pergunta se eu não gostaria de ir a um deles que será no interior próximo e que voltaríamos na mesma noite. Falo que meu pai não deixaria e ele fala que ele mesmo irá pedir e pede! Meu pai não deixa. Eu sabia. Peço calma, meu pai fala que eu tenho um vestibular para estudar e eu, realmente, preciso estudar. Ele faz uma carinha de triste, chega a fazer bico. Acho lindo e engraçado. Todos vão embora aos poucos e ele me pede para deixá - lo na portaria. Quando nos aproximamos do seu carro ele pega minhas duas mãos e, encostado ao carro, me puxa e me abraça forte por alguns segundos. Ele cheira meus cabelos e meu pescoço e me afasta um pouco, me olha, passa a mão bem delicadamente em meu rosto e fala: - Minha namorada... minha flor... Não sei o que se passa em sua mente, mas ele parece refletir algo...

Uma semana se passa e eu só falo com o Cris pelo celular, pois ele está cada vez mais requisitado por programas de TV e o número de show aumentou muito. Ele fala que está morrendo de saudades e que amanhã virá me pegar para jantarmos. Eu fico ansiosa, sinto muita saudades de seus beijos. Falo logo com minha mãe e meu pai que deixa, mas faz aquela cara... No dia seguinte o Cris me envia uma mensagem dizendo que em uma hora estará passando para me pegar. Corro para me arrumar. Coloco um vestido novo e botas, a noite anda um pouco fria. Quando ele chega, me olha dos pés à cabeça e me fala que estou linda, desce do carro, me dá um beijo rapido e fala que não vai tirar o meu baton agora. Pergunto para onde vamos e ele fala que me fará uma surpresa. Chegamos a um condomínio e entramos. Pergunto onde estamos e ele para na frente de uma linda casa de primeiro andar e desce para abrir a minha porta, pega na minha mão e me conduz. Quando entramos, percebo uma linda mesa posta para um jantar a dois. Um frio percorre minha barriga... estamos em sua casa!

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 8

Capítulo 8

Allana

O Cristiano ficou pensativo depois que falei do meu pai. Cantamos Parabéns e algumas pessoas puxam conversa com ele. Vez ou outra ele olha em minha direção e continua conversando. Minha mãe liga e pergunta que horas chegarei e respondo que não vou demorar. Um amigo do primo da Lu que está sentado na minha frente passa a me encarar e fico um pouco incomodada, ele bebeu um pouco e está alterado. Ele levanta e propõe um brinde ao aniversariante, ao "ilustre cantor" e a "essa morena linda sentada na minha frente" olhando em minha direção. De repente ele sai da mesa e vem para perto de mim meio cambaleante e parece vir me abraçar, mas o Cristiano levanta rapidamente e se põe entre eu ele, numa postura de defesa e o empurra. 
- O que você quer aqui, cara? Ele pergunta.
 - Volte para seu lugar. Ele ordena. O rapaz pede calma e volta para seu canto. O clima fica meio constrangedor e eu peço para ir embora. Olho para ele e agradeço. Ele está sério, mas me olha e seu olhar abranda. Sinto - me confusa. O que foi tudo isso? Pergunto a mim mesma. Ele pergunta se pode me deixar em casa e eu recuso, meu pai não gostaria. A Lu liga para seu pai que logo chega. Levanto da mesa e o Cristiano levanta junto e pega na minha mão. 
- Allana! Ele pensa um pouco, mas solta minha mão e se despede. - Até qualquer dia.
Dou as costas e saio. Sinto vontade de chorar. Ele ficou estranho... me protegeu do bêbado e eu senti que poderia ser ciúmes, mas ele teria feito com qualquer outra. Estou cada vez mais confusa.
Chego em casa e quando deito lágrimas descem dos meus olhos, eu realmente me apaixonei por ele, o que farei? Preciso esquece - lo, jamais daria certo. O sono chega.

Hoje é meu aniversário e três dias se passaram após a fatídica noite que considerei o fim de qualquer esperança em relação ao Cris. Hoje é uma terça feira e como todos os anos, meus pais me preparam um lindo e farto café da manhã e à noite receberei alguns familiares e amigos mais íntimos para comemorar e comer bolo de chocolate que amo. Tomo café e vou ao cursinho. Volto para casa, almoço e vou ajudar a mãe a comprar alguns salgados e docinhos. Passamos no shopping para escolher uma roupa de presente. Minha mãe recebe uma ligação do meu pai e se afasta um pouco de mim, devem estar preparando algo diferente. Ela parece tensa, pergunto se aconteceu algo e ela desconversa, mas dá um sorrisinho. Seguimos para casa e acabamos os últimos preparativos e sigo para me arrumar. Minha mãe sugere que eu vista o vestido novo que compramos e eu concordo. Algumas primas chegam. Meu pai está atrasado. Ele costuma chegar às 19h e já são 20h. Algumas amigas chegaram, inclusive a Lu. A campainha toca e sei que é meu pai, ele dá três toques, é uma espécie de código. Eu mesma vou abrir a porta e para minha surpresa, meu pai esta acompanhado do Cristiano... Meu coração dispara e eu quase desmaio incrédula! Meu pai está com um sorriso de canto a canto e diz: " Surpresa! Ele insistiu muito e eu o trouxe. Eu não entendo nada! O Cristiano sorrir sem parar! Eu fico com aquela cara de quem, desesperadamente, precisa de uma explicação. O pai percebe e diz que ele passou a tarde o importunando e tentando convecê - lo a deixá - lo namorar você e para eu me ver livre dele, permiti que ele viesse perguntar a você pessoalmente. Eles caem na gargalhada. Eu o convido para entrar, minha mãe vem toda feliz e percebo que ela sabia de tudo. Todos ficam eufóricos. Eu não sei o que fazer. Minha mãe o serve refrigerante e sugere que cantemos Parabéns. Partimos e servimos o bolo. Eu perdi a fome, a sede, minhas pernas tremem, meu coração está cada vez mais acelerado. 

Ele se aproxima de mim e fala em meu ouvido: Podemos descer um pouco até a piscina para conversamos? Respondo que sim e olho na direção da minha mãe que já me entende e consente.

Seguimos para o elevador e quando entramos e a porta fecha ele se aproxima bem lentamente, pega meu rosto com a duas mãos, me encosta na parede do elevador, olha nos meus olhos, olha para minha boca e fala: 
- Eu não aguentava mais esperar por isso... e me beija lentamente como se saboreasse cada centímetro da minha boca. Ele tem um hálito de menta. Seu cheiro é inebriante. Seu perfume me deixa zonza. Eu respondo a seu beijo que fica mais ardente e ele encosta todo o seu corpo no meu, sinto sua ereção e me assusto um pouco. Ele percebeu e se afasta. Nossa respiração está ofegante. Ele para, me olha nos olhos e pergunta: - Quer ser minha namorada? O elevador parece se tornar o céu. Preciso que me belisque para acreditar que não estou sonhando. 
Respondo que sim e nos beijamos. Ele para e me põe nos braços e me gira no ar num acesso de alegria!

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 7


Capítulo 7

Allana

Acordo com o toque de mensagem do whattsap, pego o celular na cabeceira e para minha maior surpresa... Ele! Meu Deus! Ele deixou uma mensagem ainda na madrugada. Paro um pouco com meu coração na garganta... quando abro a mensagem, esta lá : - Oi "amiga" , lembra de mim? hahaha
- Ontem tive uma das tardes mais agradáveis em anos. Podemos nos ver novamente?
Bjs.
Abraço o celular com uma alegria que não me cabe. Fecho os olhos e lembro do seu olhar e sorriso. Parece um sonho... Resolvo responder:
- Oi amigo, quase esqueci de você, afinal faz tanto tempo que nos vimos... kkk 
-Também gostei da tarde de ontem, você é bem divertido. Terei um simulado esta semana e preciso me dedicar. Você não tem nenhum show para fazer? Vá trabalhar, pois eu irei estudar, kkk.
Tento não mostrar interesse, preciso conhecê - lo melhor, afinal estamos falando de um conhecido, assediado e gato cantor com fama de pegador. Ele mexe muito comigo... Não posso me deixar deslumbrar... Meu Deus, o que faço? É possível viver um amor assim? 
Vai com calma, Allana! Digo a.mim mesma.
Levanto e me preparo para ir ao cursinho...

Hoje no café da manhã meu pai me perguntou se eu estava namorando e eu respondi que não. Ele iniciou um sermão sobre a vida de cantores famosos e eu escutei paciente. Repeti que não estava namorando e que apenas conheci o Cristiano Araujo, que estamos nos conhecendo e que achava que ele não me namoraria, mas deixei claro que o que quer que aconteça, eu contarei. Dei um beijo no meu pai e na mãe e saí para a aula. Encontrei a Lu no cursinho e ela logo me convidou para comemorar o aniversário de um primo seu na quarta a noite numa churrascaria e eu topei. Contei a ela o que havia acontecido entre eu e o Cris e ela não pareceu tão surpresa, mas demonstrou alegria. Seguimos para a aula e minha rotina semanal seguiu: Cursinho-casa-estudar-dormir-cursinho... Depois da mensagem do Cris, não nos falamos mais e isso me perturbou. Sei que seu trabalho não lhe confere muito tempo e que ele viaja muito... Ele deve estar ocupado. .. ou será que perdeu o interesse? Sinto uma certa angústia, cheguei a acreditar que poderíamos namorar... Esse pensamento me deixa triste, mas pelo menos eu não fui iludida... ou fui?... nossa! isso doeu um pouquinho. Bom, Allana, seu pai estava certo, siga sua vida! Eu e eu dialogamos... 

Na quarta a noite a Lu me pega em casa e seguimos para um restaurante e chegando lá vamos direto para uma mesa bem ampla que estava reservada para o seu primo aniversariante. Alguns amigos já havia chegado, cumprimentamos a todos e sentamos. Pedi um coquetel sem álcool e ficamos conversando enquanto mais convidados iam chegando. Uma hora mais tarde quando pensei que todos tinham chegando, me deparo com o Cristiano entrando na churrascaria e seguindo em nossa direção, meu coração dispara! O primo da Lu logo se levanta e o cumprimenta dizendo que "chegou quem faltava"! Ele me encara e dá aquele sorriso. Fico tão nervosa que me falta ar... Ele cumprimenta cada um da mesa e por último.  

"Oi amiga"... eu não sei o que fazer, se levanto ou permaneço sentada. Decido levantar e ele segura meu rosto delicadamente com a duas mãos, me encara e beija em cada lado bem lentamente e o tempo para...


Ele sorrir novamente, sem largar meu rosto e pergunta:
- Tudo bem, Allana?
Ele me encara e por um segundo acredito que vai me beijar, minhas pernas tremem e minha respiração para. 
- Tudo bem, Cristiano Araújo. Respondo num esforço enorme para não demonstrar o quão nervosa estou. Sinto o cheiro de seu perfume misturado a um suave fragância de loção de barbear. Percebo que todos na mesa estão nos olhando. Ele solta meu rosto e senta do meu lado. Eu quase caio na cadeira. A Lu percebe meu nervosismo e fala que agora podemos cantar os parabéns. Alguém se levanta e pede para todos olharem na direção do celular para fazer uma selfie e sinto uma mão em meu ombro e sem que ninguém perceba ele cheira suavemente meus cabelos.
 - Linda demais! Ele sussurra. 
Todos sorrimos e paramos para a selfie. Acredito que a Lu sabia que ele viria e não me disse nada. Ele pede uma dose de whisky e pergunta o que eu estou bebendo. 
Viro em sua direção e ele se mantém com o braço em minhas costas, apoiado na cadeira e levemente inclinado em minha direção, deixando seu rosto bem próximo ao meu. Ele fala comigo encarando meu lábios, parece absorver cada palavra que digo. 
- Você esteve ocupado esses dias? Pergunto tentando parecer segura.
- Sim. Ele fala com um sorrisinho malicioso. - Hoje meu pai e eu falamos sobre você... Falo e ele parece surpreso.
- O que falaram sobre mim? Espero que ele goste de sertanejo! Ele é engraçado. Sorrimos.
- De música sertaneja ele gosta, mas dos sertanejos não tenho tanta certeza. Ele enruga a testa.
- Não entendi. Ele responde.
- Foi um daqueles diálogos de pai preocupado com as "más" companhias da filhinha. Ele fica sério. 
- Seu pai acha que eu seria uma má companhia?
 - Não é bem assim. Ele me questionou quanto a nossa amizade. Meu pai é bastante conservador e imagina que vocês, cantores famoso, levam uma vida sem regras, digamos assim... 
- Mas ele não me conhece. Ele continua sério, parece não estar gostando do que falei. 
- Nem eu o conheço direito! Eu respondo. Ele se afasta um pouco e fica alguns segundos pensativo...