sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cinquenta Tons de Cristiano Araújo 4

Capítulo 5

Cristiano 

Seguimos do show direto para minha casa e lá faço uma dose de whisky e bebo num só gole. Faço outra e vou sentar sem conseguir parar de pensar na Allana. Allana, repito o nome dela em voz alta e distraído na lembrança de seu sorriso. Ela é jovem, parece ingênua, mas se mostrou segura e decidida recusando meu convite para sair. Tento lembrar a última vez que uma mulher recusou um convite meu, não por mim, mas pelo "Cantor Cristiano Araújo ". Quero ser só o Cristiano, sair para algum lugar comum e conhecer a garota que tem me feito pensar na minha vida fora dos palcos. Quero saber do ela gosta, contar uma piada e vê-la sorrir, nem que seja por um instante. Ela não gostou de mim... Bebo mais e mais. Passo as mãos pelos cabelos. Amanhã vou encontra - lá! Decido e vou dormir.

- Alô, Ronaldo? Preciso de uma favor. Quero saber onde mora a amiga da Luciana, o que ela faz, quem é sua família e o número do seu celular. O nome dela é Allana. 
Acordei cedo, mesmo tendo ido dormir tarde. Tenho alguns compromissos durante o dia e resolverei o mais rápido possível. Já são três da.tarde e nenhuma resposta do Ronaldo. Ligo para ele e ele fala que está vindo ao meu encontro. Fico ansioso. Quando ele chega, me dirige um sorriso irônico e me entrega um envelope, abro rapidamente e lá está o endereço dela, o nome de seus pais e irmãos... ela perdeu um irmão recentemente, nossa! Sinto uma certa angústia. Continuo lendo e vejo que faz cursinho e mora não muito longe. Chamo o Ronaldo para irmos no endereço dela e chegando lá, não sei o que fazer. Olho pra o edifício torcendo para vê-la na janela. Desco do carro e vou a uma banca de revista que fica na calçada, compro um jornal, tento ler, mas não sei o que fazer. Porra, Cristiano! Virou adolescente? Não encontro coragem para ir a portaria do prédio. Entro no carro e vou embora. No dia seguinte, vou a porta do seu cursinho e pergunto que horas acaba as aulas. O rapaz fala que acaba as 12:30, são 12:00 e decido aguardar. Fico dentro do carro escutando música e os minutos demoram mais que o normal. Ouço o toque de saída e fico nervoso, suando frio mesmo. Meu coração acelera. Muitos jovens saem e não a vejo. Algumas parecem me reconhecer dentro do carro. De repente a vejo em meio a um grupo de meninas. Não sei o que fazer. Estou nervoso. Desce do carro, Cristiano! Ordeno a mim mesmo. Ela vem na direção do carro e passa ao meu lado. Crio coragem, abro a porta do carro e a chamo: - Allana!
Ela vira em minha direção e parece não acreditar no que vê. Ouço alguns gritinhos de garotas, mas estou alheia a tudo ao meu redor e só a vejo. 
Oi. Posso falar com você? Ela parece nervosa, olha ao lado, mas responde que sim. - Posso levá -la para casa? Ela gagueja um pouco e fala que precisa ligar para sua mãe. Eu espero. Sua mãe parece concordar. Abro a porta do passageiro e ela entra. Meu Deus, como estou nervoso!

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